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Relatorio Brasil



R.B.
"Modelo de estabilidade"
 
São Paulo, 21 de novembro de 2008 (SEXTA-FEIRA).

Mercados: 
 
HOJE
-    A BOVESPA deve cair, para fechar em baixa pelo quinto pregão consecutivo, ampliando a desvalorização acumulada no ano (-47,7%) e ''ajustando-se'' às perdas das bolsas mundiais durante o feriado de ontem.
-    O DÓLAR pode subir, também ''ajustando-se'' ao desempenho negativo das bolsas mundiais durante o feriado em SP, porem deve-se ressaltar que os ''investimentos'' na moeda norte-americana não são uma boa opção de longo prazo, diante do elevado patamar da taxa de juros rela brasileira (cerca de 7,5%) e dos ''problemas'' enfrentados pela economia dos EUA.
 
QUARTA-FEIRA
-    BOVESPA -2,0%, abriu ''de lado'', para na máxima avançar 1,8%, porem, mais uma vez com baixo volume de negócios (R$ 2,9bi), definiu a trajetória negativa na parte da tarde, seguindo o movimento descendente das bolsas de NY.
-    DÓLAR 2,7% à R$ 2,40, já abriu em alta e, apesar dos ''agressivos'' leilões de venda do BC, manteve a trajetória ascendente ao longo de todo pregão, pressionado pela disparada do risco-Brasil (5,6%) e pelas perdas na Bovespa.
 
ONTEM
-    Na ÁSIA, seguindo as perdas das bolsas de NY no dia anterior e diante da ampliação dos ''temores'' de recessão mundial, JAPÃO -6,8%, com destaques de queda para papéis do setor bancário, diante da divulgação de resultados abaixo do esperado, CORÉIA -6,7%, destaque negativo para a LG.Philips (-7,1%) e CHINA -1,7%, ainda à espera de um anúncio oficial de Pequim sobre medidas de suporte ao mercado acionário.
-    Na EUROPA, acompanhando a derrocada das bolsas de NY, para fecharem nos menores patamares em cerca de 5 anos, INGLATERRA -3,3%, FRANÇA -3,5% e ALEMANHA -3,1%, com destaques de queda para ações das petrolíferas e das mineradoras, como BHP Billiton (-5,8%), Shell (-5,4%), Total (-3,8%), Rio Tinto (-7,1%) e ArcelorMittal (-10,1%), diante do forte recuo do preço do cobre (-23%) e do petróleo (-7,5%), que fechou cotado abaixo dos US$ 50, aos US$ 49,62.
-    Nos EUA, nos menores patamares em 5 anos, após mais um pregão marcado pela forte volatilidade, S&P -6,7%, DJ -5,6% e NASDAQ -5,1%, desta vez pressionadas pelo adiamento da aprovação do pacote de ajuda às empresas do setor automobilístico e pelos dados sobre pedidos de seguro desemprego, cujo índice alcançou o maior patamar desde 1992.
Economia:
 
Ainda mostrando confiança, que até parece arrogância, ontem Lula afirmou que o Brasil é o país mais preparado no mundo para enfrentar a atual crise econômica global, ressaltando também que os países desenvolvidos deveriam ter "aprendido com o Brasil".
 
Corroborando com a opinião de Lula, segundo o jornal britânico The Daily Telegraph o Brasil é um ''modelo de estabilidade'' que atualmente representa um menor risco do que alguns países desenvolvidos, como EUA e Inglaterra, principalmente em termos de superávit comercial, controle da inflação, endividamento em relação ao PIB e tamanho de suas reservas cambiais.
 
Também ''apostando'' que a economia brasileira passará pela crise financeira internacional sem sofrer como outros países estão sofrendo, Mantega, ministro da Fazenda, ''garantiu'' que o Brasil não pretende utilizar as linhas de crédito disponibilizadas para o país pelo FMI e pelo Fed (''BC'' dos EUA).
 
Mostrando que, apesar da crise externa, a economia brasileira segue crescendo de forma sustentável, (1) em OUT/08 a taxa de desemprego ficou em 7,5% o que, alem de ser bem menor que em OUT/07 (8,7%), representa o menor patamar desde 2002 e (2) em OUT/08 a arrecadação de impostos e contribuições ficou em R$ 65,5bi, o que representa um crescimento de 17,13% em relação a SET/08 e de 12,36% em relação a OUT/07.
 
''Apostando'' no Brasil, mais do que muitos brasileiros, ontem o Export-Import Bank da Coréia do Sul anunciou que investirá US$ 1bi em projetos da gigante brasileira da mineração Vale, com o objetivo de garantir o abastecimento do país asiático.
 
Ampliando o volume de recursos para investimentos no setor produtivo da economia, (1) o governo federal vai editar uma MP que permitirá o repasse de R$ 5bi captados pela União junto ao Banco Mundial para o BNDES, que por sua vez pretende emprestar este dinheiro à empresas, principalmente exportadores, a uma taxa de juros menor que a do mercado financeiro nacional e (2) o Conselho Curador do FGTS estuda a criação de novas linhas de financiamento de imóveis com recursos do fundo.
 
Facilitando, aos poucos, a entrada de produtos agricolas do ''novo mundo'' no ''velho mundo'', ontem os ministros da Agricultura dos 27 países-membros da União Européia chegaram a um consenso sobre novos cortes nos bilionários subsídios aos produtores rurais do bloco, que deve chegar a 10% até 2012.
 
Abrindo as portas para a fusão, estimada em R$ 12,3bi, da OI com a Brasil Telecom, ontem Lula assinou o decreto que acabou com a proibição de que uma empresa de telefonia fixa compre outra em área diferente.

Política:
 
Como foi bom para Serra, que agora tem R$ no bolso para investir em obras que lhe garantam votos para à presidência da Republica em 2010, e bom para Lula que, à preço de banana, tenta equilibrar o ''jogo'' entre os grandes bancos brasileiros, ontem o Banco do Brasil finalmente anunciou a compra do Banco Nossa Caixa por R$ 5,4bi.
 
Em uma decisão unânime, que atinge diretamente os 2 maiores partidos de oposição (DEM e PSDB), ontem o TSE ratificou a cassação dos mandatos do governador da Paraíba, o tucano Cássio Cunha Lima, e seu vice, o democrata José Lacerda Neto, acusados de distribuir dinheiro publico aos eleitores em 2006.
 
Apesar da oposição continuar a imitar o PT de antigamente ao fazer o ''jogo do quanto pior melhor'', ontem a Comissão especial que analisa a reforma tributária aprovou o parecer apresentado pelo relator Sandro Mabel, o que permite que o projeto siga na Câmara, onde deve ser submetido a 2 votações em plenário para depois seguir para o Senado.
Crítica:
 
Atuando, de forma conjunta, como líderes do continente, ontem, com o objetivo de reduzir a dependência de combustíveis importados e promover o desenvolvimento sustentável, Brasil e EUA fecharam um acordo para ampliar a cooperação científica com países da América Central, Caribe e África na área de produção de biocombustíveis.
 
Tomando mais uma atitude de coragem, após investigarem os ganhos bilionários dos banqueiros quebrados, os senadores norte-americanos agora investigam as agências de classificação de risco que, supostamente movidas por conflitos de interesses, incentivaram investimentos em hipotecas, que acabaram despencando.
 
Apesar dos ''esforços'' dos ''companheiros de toga'' em tentar livrar a cara do ''banqueiro trambiqueiro'', ontem um novo relatório da Polícia Federal acusou Daniel Dantas de comandar uma organização criminosa ''especialista'' em lavagem de dinheiro e crimes financeiros. 

PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho

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O "R.B." representa uma opinião, não uma indicação, é proibida sua reprodução, sem a devida autorização e qualquer critica, dúvida ou sugestão, favor contatar: alcabi@uol.com.br



Escrito por Alfredo Sequeira Filho às 08h21
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R.B.
"Olho clínico"
 
São Paulo, 19 de novembro de 2008 (QUARTA-FEIRA).

Mercados: 
 
HOJE
-    A BOVESPA pode seguir em queda, ampliando a desvalorização acumulada nos 3 últimos pregões (-5,3%), porem deve-se ressaltar que o patamar é muito bom para investimentos de longo prazo, já que continuam sólidos, e cada dia melhores na comparação com os países ''desenvolvidos'', os fundamentos da economia brasileira.
-    O DÓLAR deve voltar a subir, ''ajustando-se'' a piora do ''humor'' na Bovespa após o fechamento do mercado cambial de ontem, porem deve-se ressaltar que a tendência da moeda norte-americana continua sendo de queda, diante do elevado patamar da taxa real de juros (cerca de 7,5%) e da manutenção dos fundamentos sólidos da economia brasileira.
 
ONTEM
-    BOVESPA -4,5%, já abriu em queda e, alheia aos momentos de alta das bolsas de NY, manteve a trajetória negativa ao longo de todo pregão, para acumular desvalorização de -8,5% no mês, mais uma vez com baixo volume de negócios (R$ 3,2bi) e pressionada pelo recuo dos preços das commodities.
-    DÓLAR 2,2% à R$ 2,33, já abriu em alta e, seguindo o ''humor negativo'' da bolsa brasileira, manteve a trajetória positiva ao longo de todo pregão, apesar dos leilões de venda do BC, já que os negócios continuam ''dominados'' por movimentos especulativos, num ambiente de nervosismo sobre a economia global.
-    Na ÁSIA, JAPÃO -2,3%, com destaque de queda para ações do Mitsubishi UFJ Financial Group (-6,7%), diante da notícia de que a instituição revelaria os detalhes de sua decisão de levantar cerca de 600 bilhões de ienes com a venda de ações ordinárias no Japão e no exterior, CHINA -6,3%, devolvendo toda a valorização acumulada nos 4 pregões anteriores, diante do aumento das preocupações com o enfraquecimento da economia local e CORÉIA -3,9%, a sexta baixa consecutiva, com destaques de queda para as exportadoras Samsung (-3,4%), Hynix Semiconductor (-11,2%) e LG Electronics (-5,3%).
-    Na EUROPA, revertendo uma abertura negativa, INGLATERRA 1,8%, FRANÇA 1,1% e ALEMANHA 0,5%, impulsionadas pelo elogio de Bernanke, presidente do Fed (''BC'' dos EUA), ao Programa de Alívio de Ativos Problemáticos (Tarp), que segundo ele ajudou a estabilizar os mercados de crédito, e com destaques de alta para ações do setor petrolífero, como BP (4,0%), Shell (3,9%) e Repsol (2,8%).
-    Nos EUA, também revertendo uma abertura negativa, após mais um pregão marcado pela forte volatilidade, S&P 1,0%, DJ 1,8% e NASDAQ 0,1%, com um mercado temeroso e indeciso entre o otimismo da HP e um clima mais cauteloso diante das perspectivas negativas para a economia mundial.

Economia:
 
Contrariando a opinião do Copom, que insiste em manter a taxa de juros ''nas alturas'', Luciano Coutinho, presidente do BNDES, afirmou que a alta do dólar terá impacto apenas temporário na inflação e que haverá espaço para redução dos juros no país, já que a desaceleração na economia mundial terá efeito deflacionário na economia brasileira.
 
Ressaltando que a Bovespa já perdeu quase metade de sua pontuação em 2008, em uma desvalorização acompanhada também pela forte queda no volume de negócios, e que esta a venda de ativos foi indiscriminada, já que ninguém se importou com os fundamentos das empresas, o Citi ''avisou'' que, para os que têm ''olho clínico'', existem papéis extremamente baratos na bolsa brasileira e a economia local, cuja política monetária é prudente, desfruta de balanços de conta corrente e reservas externas muito mais favoráveis do que na década de 1990.
 
Trabalhando para suprir a falta de crédito no mercado internacional, nos 10 primeiros meses deste ano o BNDES liberou R$ 4,5bi em empréstimos para exportação, o que representa um aumento de 44,5% na comparação com o mesmo período de 2007.
 
Ainda alheias a crise externa e também influenciadas pela antecipação das compras do Natal, em SET/08 as vendas do comercio varejista brasileiro foram 9,4% maiores que em SET/07, com destaque positivo para o setor de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, cuja alta foi de 34,3% na mesma base de comparação.
 
Podendo afetar diretamente os negócios e as empresas brasileiras, segundo um estudo do grupo Aiece, que reúne 44 institutos de estudos econômicos da Europa, os preços das matérias-primas deverão cair -34% em 2009, porem, principalmente por causa da ascensão econômica da China e da Índia, que provocaram uma mudança na relação oferta-demanda, voltarão a subir rapidamente assim que as economias mundiais se recuperarem da atual recessão.

Política:
 
Dando seqüência a implementação da meritocracia no Estado de SP, Serra enviou à Assembléia Legislativa um projeto para reestruturação das carreiras administrativas que prevê, entre outras mudanças, a promoção dos servidores por meio de avaliações de desempenho, e não mais pelo tempo de serviço.
 
Em nome do ''quanto pior melhor'', ontem PSDB e o DEM começaram a obstruir a votação da proposta de reforma tributária na comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o assunto, alegando que os secretários estaduais de Fazenda temem perdas de receita.
 
Como não quer, e não precisa, de ''confusão'', Lula, jogando um ''balde de água fria na pretensão dos aliados de ocupar mais espaço na Esplanada, afirmou que não mudará ministros até ABR/10, prazo para que os candidatos às eleições deixem o governo.

Crítica:
 
Provavelmente por medo de tomar outra vaia como a que levou nos Maracanã durante a abertura do PAN do RJ, Lula ''avisou'' que não vai hoje ao estádio para assistir ao amistoso entre as seleções de futebol do Brasil e de Portugal, dando a ''desculpa esfarrapada'' de que sua presença incomodaria o público, pois seria preciso tirar torcedores para que sua equipe de segurança ficasse no lugar.
 
Como diante das provas que aparecem todos os dias seus ''companheiros'' da imprensa, dos tribunais e do Congresso estão cada vez mais ''envergonhados'' em lhe defender, Dantas está novamente da mira da Polícia Federal, que pretende, e deve, prende-lo o mais rápido possível.

PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho

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Escrito por Alfredo Sequeira Filho às 08h15
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R.B.
"Homem primata, capitalismo selvagem"
 
São Paulo, 18 de novembro de 2008 (TERÇA-FEIRA).

Mercados: 
 
HOJE
-    A BOVESPA pode subir, seguindo a provável melhora do ''humor'' nas bolsas de NY e influenciado pelos novos sinais de controle da inflação que, somados as recentes reduções da taxa de juros nos EUA e na Europa, podem ''sensibilizar'' o Copom brasileiro a começar a pensar em reduzir a Selic.
-    O DÓLAR deve cair, seguindo a leve melhora do ''humor'' nas demais bolsas mundiais e influenciado pelo anuncio antecipado de que o BC fará hoje 2 leilões nos quais vai oferecer mais de US$ 4bi em "swap" cambial.
 
ONTEM
-    BOVESPA -0,2%, abriu em forte queda, para na mínima recuar -3,9%, porem, em mais um pregão marcado pela forte volatilidade, já que na máxima chegou a avançar 1,4%,  e pelo baixo volume de negócios (R$ 3,9bi), fechou em ''leve baixa'' pressionada pelo ''humor negativo'' das demais bolsas mundiais.
-    DÓLAR 0,3% à R$ 2,27, já abriu em alta e, mais uma vez seguindo o ''humor negativo'' das bolsas mundiais, manteve a trajetória ascendente ao longo de todo pregão, apesar dos leilões de venda do BC. 
-    Na ÁSIA, sem uma tendência única, JAPÃO 0,7%, revertendo uma abertura negativa, causada pela confirmação de que o país está em recessão, já que o PIB recuou -0,1% no terceiro trimestre de 2008, impulsionada por ações de exportadoras, como Panasonic (3,8%) e Honda (1,7%), CHINA 2,2%, a quarta alta consecutiva, ainda ''estimulada'' por especulações de que o governo poderá cortar a taxa de juros no curto prazo e CORÉIA -0,9%, pressionada pela desvalorização das ações do setor de tecnologia, como Samsung (-3,1%) e LG (-4,8%).
-    Na EUROPA, revertendo uma abertura positiva, diante da avaliação de ausência de um plano concreto após a reunião do G-20 em Washington, INGLATERRA -2,4%, FRANÇA -3,3% e ALEMANHA -3,2%, com destaques de queda para ações de empresas do setor financeiro, como HBOS (-13,9%), Lloyds TSB (-10,2%) e UBS (-5,2%), após o Citigroup ''avisar'' que vai cortar 50 mil empregos, o que representa cerca de 20% de seu quadro mundial de funcionários.
-    Nos EUA, mesmo após o anuncio de que a produção industrial teve um incremento de 1,3% em OUT/08, atente um declínio de -3,5% verificado em SET/08, S&P -2,6%, DJ -2,6% e NASDAQ -2,3%, diante da continuidade dos ''dramas'' da indústria automobilística e dos bancos, que reivindicam cada vez mais auxílio financeiro do governo para não quebrarem.

Economia:
 
Ressaltando que os países emergentes, com destaque para o Brasil, tem cada vez mais peso na economia mundial, Meirelles, presidente do BC, afirmou que o G20 tende a ocupar o lugar do G7 para se tornar o mais importante fórum mundial para o debate de questões econômicas.
 
Com o objetivo de incentivar o consumo e a produção, (1) a Caixa Econômica Federal vai aumentar em 25%, para cerca de R$ 10bi, o volume de recursos destinados ao crédito consignado em 2009, ressaltando também que manterá a atual política de juros e prazos e (2) as micro e pequenas empresas que vendem ou prestam serviços para o governo federal poderão utilizar o valor a receber do governo como garantia para obter financiamento em bancos públicos e privados.
 
Fazendo o álcool brasileiro ter cada vez mais visibilidade nos EUA, Terry Angstad, presidente da F-Indy, assinou um memorando de entendimento se comprometendo a utilizar o combustível brasileiro nas provas da próxima temporada da categoria.
 
Apesar da recente alta do dólar e dos ''problemas externos'', o ''mercado'' reduziu, de 6,40% para 6,39%, suas ''apostas'' para a inflação deste ano, manteve, em 13,75%, o prognóstico para a Selic no final deste ano, e subiu, de US$ 2,05 para US$ 2,10, sua previsão para o câmbio no final de 2008.
 
Superando em quase 20% o resultado auferido em todo mês de NOV/07, apenas nas 2 primeiras semanas de NOV/08 a balança comercial brasileira, já influenciada pela disparada do dólar, acumulou um superávit de US$ 1,2bi.
 
-    Dando mais um sinal de queda da inflação, a segunda prévia do IGP-M de NOV/08 ficou em 0,49%, resultado abaixo do anterior (0,86%) e aquém das ''apostas do mercado'' (0,70%).
 
-    O Banco PanAmericano subiu 3,2%, já que, afastando os ''velhos rumores'' de que enfrenta dificuldades, anunciou que nos 9 primeiros meses de 2008 seu lucro foi 43,5% maior que no mesmo período de 2007.

Política:
 
Atendendo à um ''apelo'' do governo Lula no sentido de não comprometer as contas publicas em um momento de crise financeira internacional, o  Senado pode recuar na aprovação do projeto que reajusta os benefícios pagos pelo INSS aos aposentados e pensionistas.
 
Podendo comprometer o governo Serra, o departamento de justiça norte-americano informou ao Ministério Publico de SP que Eduardo Carvalho, presidente do Tribunal de Contas do Estado, movimentou ao menos R$ 2mi nos EUA sem declarar a saída do dinheiro do Brasil.
 
Apesar da ''pressão da imprensa'', que continua tendo uma ''cumplicidade'' com Daniel Dantas, o Tribunal Regional Federal decidiu pela permanência do juiz De Sanctis no processo em que o banqueiro é acusado de corrupção.
 
O PMDB tentará um "acordo de convivência" hoje com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, mas deixará claro que não aceitaria uma saída de Danilo Forte do comando da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), alvo de críticas do ministro.

Crítica:
 
Pior do que no Iraque, aonde a população espera algumas horas para a vida voltar ao normal no local de atentado à bomba, na BM&F o pregão viva-voz do Índice Futuro não parou, ao menos oficialmente, após um operador, supostamente ''desesperado e transtornado'' com o iminente fim de uma ''charmosa'' profissão de operador de pregão, dar um tiro no próprio peito, o que prova mais uma vez que ''CNPJ não tem coração'' e mostra que estava certa a letra da música dos Titãs que dizia ‘’homem primata, capitalismo selvagem’’.
 
Provando mais uma vez que, fora o tráfico de drogas, que aliás é ilegal, ter um banco, apesar de toda a crise mundial no setor financeiro, ainda é o melhor negócio do Brasil, entre as 5 instituições financeiras com a maior lucratividade do continente americano 3 são brasileiras.

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Alfredo Sequeira Filho

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Escrito por Alfredo Sequeira Filho às 08h00
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R.B.
"Ninguém esperava nada"
 
São Paulo, 17 de novembro de 2008 (SEGUNDA-FEIRA).

Mercados: 
 
HOJE
-    A BOVESPA deve subir, podendo recuperar no pregão de hoje as perdas acumuladas na semana passada (-2,4%), já que, diante da falta de expectativas positivas, a reunião do G-20 até que apresentou resultados satisfatórios.
-    O DÓLAR pode cair, com ''boas chances'' de devolver até o final da semana a valorização acumulada na semana passada (5,1%), seguindo a melhora do ''humor'' nas bolsas mundiais após a reunião do G-20.
 
SEXTA-FEIRA
-    BOVESPA -0,6%, abriu em alta, para na máxima avançar 1,9%, porem, em mais um pregão marcado pela forte volatilidade e ainda com baixo volume de negócios (R$ 3,1bi), passou a cair na parte da tarde, seguindo o movimento negativo das bolsas de NY e a falta de otimismo com a reunião do G20.
-    DÓLAR -4,1% à R$ 2,27, já abriu em queda e, devolvendo uma boa parte dos ''exageros'' do pregão anterior, manteve a trajetória negativa ao longo de todo pregão, também influenciado pelos ''agressivos'' leilões de venda do BC.
-    Na ÁSIA, seguindo o bom desempenho das bolsas de NY no dia anterior, JAPÃO 2,7%, com destaques de alta para as exportadoras, como Advantest (9,1%) e TDK (7,3%), CHINA 3,1%, diante das ''apostas'' de redução dos juros e da continuidade do otimismo gerado pelo pacote de 4 trilhões de yuans do governo local e CORÉIA 0,0%já que perdeu o ''ânimo'' inicial diante de um forte volume de vendas programadas em negociações de arbitragem.
-    Na EUROPA, seguindo a abertura positiva das bolsas de NY, porem sem recuperar todas as perdas da semana, INGLATERRA 1,5%, FRANÇA 0,7% e ALEMANHA 1,3%, diante das expectativas quanto a cortes mais agressivos nas taxas de juros da zona do euro, agora que a região está tecnicamente em recessão pela primeira vez em sua história.
-    Nos EUA, revertendo uma abertura positiva, após mais um pregão marcado pela forte volatilidade, S&P -4,2% (-6,2% na semana), DJ -3,8% (-5,0% na semana) e NASDAQ -5,0% (-7,9% na semana), diante da falta de otimismo antes da reunião do G-20 e do anuncio de forte queda das vendas no varejo em OUT/08 (-2,8%), com destaques negativos para as reduções no comércio de automóveis e combustíveis.

Economia:
 
Como ''ninguém esperava nada'', a reunião de cúpula do G-20, que reuniu os chefes de estado das 20 maiores economias do mundo, teve como resultados positivos a constatação de que a atual crise financeira parece ser o ponto de partida de um mundo mais multilateral e a enumeração das prioridades até MAR/09 que são (1) a reforma dos aspectos da regulação, (2) a padronização das normas de contabilidade, (3) a maior transparência dos mercados derivados, (4) as melhores práticas de remuneração e (5) a avaliação das necessidades de capital das instituições financeiras internacionais.
 
Provavelmente sem ''combinar'' com Meirelles, Mantega, ministro da Fazenda, defendeu (1) a redução das taxas de juros no mundo todo, inclusive no Brasil, ressaltando que a redução do custo financeiro é fundamental para impulsionar a economia e (2) o aumento dos investimentos públicos, como as obras do PAC.
 
Para manter ''vivo'' o principal segmento da economia brasileira, Luciano Coutinho, presidente do BNDES, confirmou que a instituição estuda refinanciar a dívida de produtores agrícolas inadimplentes que adquiriram máquinas e equipamentos utilizando crédito do banco.
 
Como fruto de uma ''inteligente e eficiente'' política de descentralização dos investimentos, que atualmente são direcionados para as regiões mais carentes do Brasil, o Estado de SP, principal economia do país, perdeu espaço dentro do PIB nacional entre 2002 e 2006.
 
Como efeito direto da crise de crédito internacional, segundo o Serasa a inadimplência de pessoa física cresceu 7,5% na comparação entre os 10 primeiros meses de 2008 e o mesmo período de 2007.

Política:
 
Acreditando que a crise financeira internacional ''comoverá'' a oposição, Palocci, presidente da comissão especial que discute a reforma tributária na Câmara, quer colocar sua proposta de reforma em votação no Plenário da Câmara já na próxima quarta-feira.
 
Apesar de pressionado por aliados para mudar a equipe e acomodar correligionários no governo, Lula ''garantiu'' que não fará reforma ministerial, ressaltando que não distribuirá cargos para evitar cotoveladas no Congresso entre PMDB e PT e que também não empregará políticos com planos de concorrer em 2010 para governos estaduais, Câmara ou Senado.
 
Sonhando com as eleições presidenciais de 2010, o PPS, partido 110% comandado pelo pernambucano Roberto Freire, começou a negociar, com o apoio ''entusiasmado'' de Serra, uma fusão com o PSDB.

Crítica:
 
Como ''pirão pouco, o meu primeiro'', a União Européia, que sempre foi aliada de primeira hora dos EUA, já ''avisou'' que não hesitará em recorrer à OMC se considerar que o apoio financeiro do governo Bush setor automobilístico é ilegal.
 
Mostrando que será um presidente muito mais próximo de sua população e ''antenado'' com as ''maravilhas do mundo moderno'', Obama postou sua mensagem semanal de rádio no site YouTube, na qual ''pediu'' ao Congresso norte-americano que aprove rapidamente as medidas para combater a crise financeira. 

PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho

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Escrito por Alfredo Sequeira Filho às 07h56
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